sexta-feira, 22 de abril de 2011

Balões coloridos


Um jovem casal teve seu primeiro filho, muito doente, com reduzidas chances de sobreviver. Sabendo de seus dias contados, os dois, de licença do trabalho, dividiram as vinte e quatro horas do dia de forma que ambos ficassem com o bebê e eles - apenas eles -, cuidassem do frágil recém-nascido. Com muita dificuldade para mamar, o anjinho precisava ser alimentado a cada hora do dia e da noite, com apenas alguns poucos mililitros do leite materno que a mãe produzia e cuidadosamente retirava e armazenava, num processo doloroso e demorado, pois o pequenino não tinha forças nem para mamar suas gotas de amor...

Em nenhum momento os pais reclamaram de cansaço. Em nenhum momento brigaram sobre quem teria que trocar a próxima fralda ou dar a próxima mamadeira. Nem discutiram quem se levantaria no meio da noite. Fez-me sentir uma péssima mãe... Fez-me lembrar de todos os momentos em que me sinto irritada com os tantos afazeres que a maternidade nos transfere, os familiares exigem e os amigos esperam.

A história do jovem casal mostrou-me que tudo na vida é passageiro e rapidamente desaparece, em largos passos, se nós não atentarmos a cada segundo e vivê-los intensamente. E que, no final da vida, não adiantará mais ter aprendido essa importante lição, pois o tempo passado é tempo vivido, ou tempo perdido. Não existe meio-termo. Não se vive mais ou menos. Não se arrepende mais ou menos. Ou estamos presentes, inteiros, naquele momento, ou nunca mais poderemos alcançá-lo. E as mães sabem disso melhor que ninguém. Acompanham cada minuto da vida de seus rebentos, choram com eles suas dores, riem com eles suas traquinagens. E cuidam, com todo amor e carinho, nos momentos de doença.

No dia do velório do pequenino menino, os pais não estavam desolados. Estavam tristes, mas tranquilos. Estavam conscientes de que haviam feito o melhor que lhes era possível. Haviam amado cada segundo, cada suspiro, cada lágrima e cada sorriso daquele frágil ser. E soltaram 99 balões coloridos, um para cada dia de vida do pequeno anjo, com quem tiveram o privilégio de conviver naqueles meses. Todos os presentes olharam para o céu, refletindo quanto um momento singelo pode representar se nós o agarrarmos com unhas e dentes.

E - como o passado -, os balões ficaram inacessíveis, desaparecendo no céu azul, num piscar de olhos. Lindos, se forame nunca mais foram vistos. Restou apenas a imagem de um inigualável entardecer, colorido como só a vida pode ser, e balões que representavam cada dia vivido no amor.

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Comentários:

Ricardo Chagas disse...
Belo Blog, Li duas crônicas suas e apreciei muito, especialmente esta.
Se tiver um tempinho tbm dê uma olhadinha no meu blog...
até...

sexta-feira, abril 22, 2011 9:25:00 PM

Paixão fulminante


A Telefonica e eu temos uma velha história de amor. Fomos apresentados há cinco anos, quando retornei ao Brasil. Antes dela, eu era casado com uma companhia americana totalmente eficiente, mantínhamos uma conexão de banda larga de altíssima velocidade e nunca houve nenhuma discussão entre nós.

No caso da nossa querida Telefonica, foi amor à primeira vista. Abracei o plano business do Speedy que me dava segurança de total fidelidade e companheirismo. Não demorou muito para eu perceber que fora enganado. A provedora de internet é bipolar: em um momento funciona, é dócil e fiel, de repente fica nervoso, briga comigo e para de funcionar, desaparecendo sem aviso e deixando meu telefone mudo por dias.

Como é muito vaidosa, ele nunca me procura de volta. Eu tenho que ter a humildade de ligar e pedir para reatarmos. Em represália, ela não atende minhas ligações, deixa-me incontáveis minutos aguardando e depois desliga na minha cara. Passado algum tempo, ela se acalma e marca um encontro em no máximo 48 horas. Muitas vezes demora uma semana para aparecer.

No Carnaval, por exemplo, fiquei sem telefone e internet por três dias.  Disse que fora hospitalizado por causa de uma chuva forte que caiu na estrada. Que bateram em um poste com fios danificados que ficou caído sem socorro. Que suas madeixas se enrolaram aos fios elétricos.  Sei que é mentira, rumores dizem que no carnaval muitos funcionários estavam aproveitando o trio elétrico em Salvador, fantasiados de Batman, com capacete e cinto mil utilidades. 

Depois o telefone voltou descaradamente, ficou na minha casa por dois dias e sumiu novamente sem deixar vestígios. Faz quatro dias que não tenho notícias. Deixei recado, mandei mensagem pelo site, recado pela Anatel e pelo amigo Procon. Quanto mais eu a procuro, mais ela tarda a voltar para mim. Isso não é mais amor, virou uma doentia necessidade minha. Uma obsessão.

No começo, os amigos me avisaram que essa relação seria tumultuada. Impressionados com minha paixão inicial, contaram casos e mais casos. Mas eu não queria enxergar. Dizia que agora seria diferente, ela estava mais madura e havia aprendido com seus erros. E assim eu a presenteava todos os meses com flores verdes chamadas Cifrão, suas favoritas.

Hoje já me conformei com ela não ser nada do que aparenta ser. Ela faz propaganda dizendo que é confiável. Pois sim! Não passa de uma mercenária. Investe em relações que lhe dêem lucro e esquece rapidamente dos relacionamentos com pessoas comuns como eu. Ambiciosa, só quer se encontrar com pessoas importantes e empresários que movimentam grandes quantias de capital.

Assim sendo, tomei uma decisão. Preciso de um novo amor. Não aguento mais ser corno. Procurei uma telefonia móvel que oferece um pacote com 3G, telefone fixo e celular. Eu sempre quis ter uma família grande. O custo é alto, mas pelo menos não vou mais sofrer. Sou homem de uma companheira só e me dói muito ter que trocá-la.

A bem da verdade, eu não a deixei. Ela fez de tudo para que eu a deixasse. É inegável que não tenho valor para ela. Se todos que ela maltrata e faz sofrer tivessem essa atitude, ela aprenderia com a solidão – e falta de flores – que atualmente só perduram as relações éticas, baseadas no respeito e cumplicidade. É a lei da selva. A lei da concorrência. Vencem os melhores, os mais fortes e os mais rápidos. Ela vive no passado, vendo no espelho um rosto que não mais existe, recordando uma fase em que ela tinha poder de sedução inquestionável.

Os tempos mudaram.  O mundo se globalizou. E ela se estagnou. Agora, ou ela se moderniza, ou acabará sozinha. Eu já fiz minha escolha. Não vale a pena insistir em um relacionamento falido como esse. Adeus, minha querida. Que os bons ventos a levem para bem longe de mim.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Falecimento (S)


FIM DA VIDA

I
Tem dias que acordo, assim, com medo da vida. Fecho as cortinas, tiro os sapatos, me visto de silêncio e me alimento de lágrimas.

Desligo o telefone, dispenso a empregada e coloco meu gato para fora. Tento afastar o mundo com as mãos enquanto me cubro com as cobertas.

Dizem que é coisa de poeta. Outros, que é coisa de louco. Como se dor fosse privilégio de alguns. Mas o que vejo quando permito que o mundo entre em minha casa, pela tela falante, causa muito mais dor do que eu já sinto. O mundo está rachando em tsunamis e terremotos. Furacões furiosos devastam o que destruímos antes superficialmente. Vejo crianças com fome, outras trabalhando enquanto sonham que estão brincando de escravos. Escuto mentiras vestidas de promessas. Assisto a comerciais que oferecem sonhos. Vejo, assustado, dragões se alimentando da esperança de inocentes.

Percebo que sou uma sombra projetada na parede, distorcida e fraca. Fecho os olhos e busco desesperadamente, no cinema de minhas memórias, lembranças que sirvam de elixir da vida. Penso no meu jardim, com sua jabuticabeira que enfeita os cabelos com brancas flores, como noiva ao caminho do altar, fecunda e acreditando em seus frutos. Sinto o pelo macio de um cachorro feliz, que abana o rabo somente porque eu cheguei. Escuto a gargalhada de um bebê encantado com uma bexiga que lhe escapa das mãos e vai cambaleando como um bêbado pelo teto da sala. Lembro-me dos aniversários festejados com beijos e abraços.

Onde estarão meus filhos? Onde estarão os amigos? Onde estará a vida? Se eles soubessem que os velhos precisam de tão pouco... Uma visita de cinco minutos é o melhor analgésico. Notícias dos netos que fizeram um passeio nos levam a viagens indescritíveis. Tão pouco para nós. Sei que muito para eles. O mundo dos jovens é outro. Cheio de aventuras. Conquistadores, desbravam o mundo.  Mas ainda não são altruístas o suficiente para dividir com os idosos. Com o tempo, perceberão que tudo passa. Não há tristeza eterna. Nem felicidade.

Olho no calendário e controlo as datas marcadas em vermelho. Nos aniversários eu posso ligar, que os encontro em suas casas. E aguardo ansiosamente o dia dos pais, do meu aniversário e do natal. É tudo que resta do ano para mim. Três dias em que eles aparecem. Três dias em que eu abro minhas cortinas, me visto de terno e gravata, e sento-me na varanda para aguardá-los.

II
Talvez sejam agraciados os que lá chegam. Há poucas semanas, perdemos um amigo de cinquenta e quatro anos que teve um ataque cardíaco após jogar futebol por meia hora. Deixou esposa e duas filhas adultas, além de uma netinha. Semana passada, perdemos uma amiga de apenas trinta e cinco anos. Ela deixou o marido e o filho de quatro anos cuidando da bebezinha recém-nascida de quinze dias. Teve um AVC seis dias após o parto, foi internada em coma e não mais acordou. Morreu feliz por ter tido a menina e completado a família que não pode acompanhar. As fotos da gravidez, ultrassom, escolha do nome, cada momento foi compartilhado com amigos pelo Facebook, inclusive a notícia de sua morte. Quando a morte chega tão perto de nós, refletimos sobre a vida. Cada dia é um mistério. O simples fato de viver é um mistério. Seria prudente se celebrássemos a vida e dedicássemos mais tempo às pessoas que amamos e menos tempo ao mundo das coisas.

Todos que se foram até hoje, foram de mãos vazias. Só nos resta preencher o coração. Agende, se preciso for, uma visita aos familiares e amigos. São os únicos que nos amam independente do que temos ou somos. E, quando partem, não temos como voltar nem um dia para dizer o quanto os amamos, fazer uma visita ou um carinho.


TROVA DE ALONSO ROCHA,
que se foi também há poucas semanas, conhecido como “Príncipe dos Poetas do Pará”:

Sem resposta que conforte,
dúvida imensa me corta:
Qual o segredo da morte?
Fim?Partida?Porto?Porta? 


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Comentários:

Anônimo disse...
Querida, Simone,
Seu texto me tocou profundamente...
Um beijo em seu coração,
N.

quarta-feira, abril 06, 2011 1:10:00 AM
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 Anônimo disse...
Belíssimo texto, Simoninha. Um pouco depressivo, mas muito belo
Para mim, "Poesia alegre" é sempre duvidosa.
Todos os grandes Poetas são tristes
Parabéns

quarta-feira, abril 06, 2011 1:11:00 AM
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 Anônimo disse...
Querida Simone,

Obrigada por partilhar comigo, pequena partícula de bruma, seu maravilhoso oceano de palavras e emoçôes.
Sim a vida é assim, talvez porque os deuses, sedentos da sua glória, apenas derramaram sua luz sobre os poetas, não somente de palavras mas também de sentimentos. Com eles o mundo seria certamente muito melhor!
Se me der permissão vou enviar seu texto ( devidamente identificado ) para a minha Escola e vou levá-lo também para uma associação que ajuda pessoas carenciadas.
Com a infinita ternura da amiga,

Ilda

quarta-feira, abril 06, 2011 8:52:00 AM
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 Anônimo disse...
Muito bom….
Abraços
Rona

quarta-feira, abril 06, 2011 9:00:00 AM
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 Anônimo disse...
Que benção voltar a receber seus emails, Simone... que falta me fez neste período em que fiquei sem conseguir acessá-los daqui, nem de casa...

quarta-feira, abril 06, 2011 9:16:00 AM
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 Giovani Iemini disse...
este belo texto estará no blog do bar do escritor em 30/07/2011.
www.bardoescritor.net

quarta-feira, abril 06, 2011 9:55:00 AM
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 Anônimo disse...
Oi Si, bom dia!!!!!
Que coisa linda essa reflexão....estou aqui no plantão e não deu pra segurar as lágrimas!!!
É a mais pura verdade....o tempo vai e qdo percebemos, não dissemos as pessoas proximas, parentes, amigos o qto os amamos!!
Estamos vivos e ainda há tempo pra não perdemos tempo, não é?
bj
MA

quarta-feira, abril 06, 2011 10:44:00 AM
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 Anônimo disse...
Simone querida, perdi meu pai há oito meses...a dor é tão profunda que nem consigo falar sobre ela. Todos os dias eu tenho lágrimas que não controlo, uma sensação de vazio na alma que não se preenche e essa saudade cruel, saudade do que foi e de tudo o que poderia ter ainda, se meu melhor amigo estivesse comigo. Tentei expressar meu amor por ele enquanto estava vivo, estive ao seu lado até seu último suspiro, mas mesmo assim ficou essa incompletude absurda que a morte nos deixa. Perplexa, vou vivendo e convivendo com essa dor, sem conseguir expressá-la, como esse texto faz. Obrigada!

quarta-feira, abril 06, 2011 10:44:00 AM
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 Anônimo disse...
Obrigado pela lição.
Bjs
Ico

quarta-feira, abril 06, 2011 10:50:00 AM
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 Anônimo disse...
Olá Simone, gostei de seu texto; você escreve muito bem. Não vejo a hora de conhecê-la pessoalmente.

quarta-feira, abril 06, 2011 11:33:00 AM
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 Anônimo disse...
Cara Simone,
Saudações!
Tocou-me profundamente a sua crônica.
Você escreve muito bem e o seu estilo tem tudo a ver com o meu, romântico, lírico ao extremo, pungente, triste..............
Minha mãe costuma dizer que as minhas poesias são muito tristes, mas é porque sou poeta.
Escreva-me sempre, gostei de receber seus textos.

Carinhosamente,
Darly

quarta-feira, abril 06, 2011 11:34:00 AM
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 Anônimo disse...
Olá simone, amei o que escreveste. Não tenho tempo pra ler tudo que me enviam, mas tive a sorte de abrir meus olhos para te ler.
Grata
Gerci

quarta-feira, abril 06, 2011 4:10:00 PM
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 Anônimo disse...
Textos lindos donde escorrem poesias ,como a maioria dos seus textos...Tão doloridos,tão cotidianos,tão reais...Parabéns pelos textos,Coragem pelas perdas...Que Deus possa consolar essa família e seus amigos,beijos,Lis.

quarta-feira, abril 06, 2011 4:11:00 PM
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 Anônimo disse...
Simone:

Obrigada pela crônica, realmente muito bem escrita, com belas comparações e imagens. A abordagem dada ao tema, partindo de uma pessoa jovem como você, revela sua grade sensibilidade.
Abraços,
Wanda.

quarta-feira, abril 06, 2011 4:11:00 PM
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 Anônimo disse...
Simone,
Um belo texto. Valeu pela citação ao nosso Alonso Rocha também.
Felicidades,
Abilio

quarta-feira, abril 06, 2011 4:12:00 PM
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 Anônimo disse...
Que crônica maravilhosa, Simone! Linda, triste e verdadeira...beijo...Henriette

quarta-feira, abril 06, 2011 4:12:00 PM
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 Anônimo disse...
Querida Simone. Sua crônica é absurdamente a mesma que percorre diariamente o curso de nossas artérias e veias, sem coragem de escorrer para fora. Sem tirar nem por, eu a assinaria. Ou melhor, eu não poria "o gato para fora", porque apesar de gostar demais dos bichanos, não tenho agora nenhum!
Ela é fruto daqueles momentos secos,que se sucedem ao pranto derramado e que dolorosamente encharca o nosso travesseiro. Não não é só coisa de poeta ou louco, não (dos quais como se diz, todos temos um
pouco) é por conta da nossa sensibilidade, que a cada intante é ferida pela insensibilidade do mundo que habitamos.
Obrigada por dizer o que eu não disse. Bjs Carolina

quarta-feira, abril 06, 2011 4:13:00 PM
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 Anônimo disse...
Olá simone, amei o que escreveste. Não tenho tempo pra ler tudo que me enviam, mas tive a sorte de abrir meus olhos para te ler.
Grata
Gerci

quarta-feira, abril 06, 2011 4:14:00 PM
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 Anônimo disse...
Na minha opinião, vc é "A" CRONISTA. Parabéns!

Abraços.

quarta-feira, abril 06, 2011 4:15:00 PM
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 Anônimo disse...
Que lindo! Posso publicar no meu blog?
Bj,
Regina

quarta-feira, abril 06, 2011 10:04:00 PM
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 Anônimo disse...
Assim é a vida. Assim é a continuação da vida.
Lindo tudo o que você escreveu.
Luz aos que partem e aos que ficam.
Beijo grande.

quarta-feira, abril 06, 2011 10:04:00 PM

quarta-feira, 23 de março de 2011

A despedida


“My heart has broken into a million
dying stars on a dark, dark sky.
Neither comets nor planets shall
ever candle my night again”.


Naqueles dias em que o passado bate a sua porta e você finge que não ouve, mas ele o espreita pela janela, o que fazer?Partidas sem despedidas deixam um vulto em nossas vidas. Muitas vezes, as pessoas são levadas pela morte na calada da noite. Outras, a doença nos anuncia a chegada e não sei dizer se sofremos menos por diluir em um prazo maior ou se simplesmente morremos um pouco a cada dia de espera.


Outras despedidas são impostas pela vida. Uma amiga saiu do emprego onde trabalhava há sete anos. Não foram poucas as lágrimas. Quantos laços criados em um ambiente de trabalho em que passamos mais tempo do que com a própria família? As promessas de reencontros são muitas. O tempo é implacável e aos poucos o esquecimento se apodera das relações. Talvez um ou dois colegas continuem a se encontrar. Para onde vão os sentimentos e os laços desenvolvidos nesse período? Emoções divididas, fotos de momentos marcantes e palavras de incentivo ou consolo: tudo desaparece de um momento para outro e fica apenas a sensação de nevasca na alma. Um coração que recebe tantas pancadas acaba transfigurado no final da vida. Compreensível as pessoas que criam um escudo em novas relações.

Quem já sofreu com uma despedida, não deseja outras. Conheço pessoas que passaram a vida em uma mesma cidade, desde o nascimento até a morte. O resultado são relações fortes, apoio no infortúnio, popularidade e um sentimento de estar em casa: o conhecido nos conforta! Eu morei em tantas cidades desde a infância, cruzei e convivi com pessoas de diferentes localidades e etnias. Perdi de vista amizades importantes enquanto construía ninhos em novas florestas. Mudei de casas, escolas, cidades, países, cidades em outros países. Espero nunca mais ter que me mudar. Sinto que hoje nascem raízes de meus pés.

Com tantos deslocamentos, tenho amigos em lugares distantes e não é fácil encontrá-los pessoalmente. Algumas amizades perduram até hoje e quando nos encontramos parece que foi ontem a última vez que nos vimos, mesmo que tenha se passado meses ou anos. Não nos despedimos, apenas dissemos “até breve”. Outras pessoas desapareceram como grãos de areia em uma tempestade de deserto e hoje sequer sei como estão. Contatos perdidos não são lembranças jazidas. De vez em quando me lembro delas e me pergunto por onde andam, como estão de saúde, como foram tratadas pela vida... Sem o ritual do adeus, nunca superamos a dor da perda.

Além dos amigos e familiares, temos as despedidas dos amores. Algumas são extremamente afortunadas e caminham de mãos dadas desde a juventude até o sono final. Outras nunca sequer provam desse momento de fusão de almas, buscando eternamente por alguém que as ame, algumas vezes se contentando com relações doentias. Outras vezes, encontramos a pessoa perfeita, mas não temos sentimentos por ela – ou ela por nós -, ou temos sentimentos por uma pessoa que não é compatível. Perfeição não existe. Mas dentro da nossa imperfeição é possível encontrar alguém que se encaixe, compensando falhas e nos trazendo equilíbrio, paz e serenidade. Quando duas pessoas fazem mal uma à outra, o único remédio é a despedida. A não ser que haja motivação suficiente para mudar, o que raramente acontece.

Essa despedida é a mais difícil de todas: a que tem que partir de nós. Nesses casos, acenar de longe é permitir que a outra pessoa siga seu caminho e encontre a felicidade em outra ilha. Dizer adeus é dar a Deus quem queríamos que fosse nosso para sempre, pelo seu próprio bem.


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Comentários:

Carlos Bruni disse...
Despedidas significam o fim natural de um ciclo. Qualquer um. Quer nos acostumemos ou não, esse ritual está entranhado na essência do ser e, por mais que o desejemos (se é que desejamos mesmo), isso virá.
Por que não o aceitarmos naturalmente assim como é natural viver e morrer?

sexta-feira, março 25, 2011 8:48:00 PM
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 Anônimo disse...
muito bonito o que vc escreveu parabéns

domingo, março 27, 2011 5:28:00 PM
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 Anônimo disse...
Muito bom o texto.

Tenha um bom dia e obrigado pela lembrança.

domingo, março 27, 2011 5:28:00 PM
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 Anônimo disse...
Olá querida, como vai você? Como vai a vida?

Você já publicou esses lindos textos que tem me enviado em nosso site www.escrita.com.br ? Ele está de cara nova. Acabo de entrar lá e achei que ficou bem legal. O número de visitas também é bem grande. Ele é o site para o escritor.

Um ótimo fim de semana.

Beijos,

Marisa Leão

domingo, março 27, 2011 5:29:00 PM

segunda-feira, 21 de março de 2011

Good night


My heart has broken into a million dying stars, on a dark, dark night.
Neither comets nor planets shall ever candle my journey again.

A etiqueta da amizade


No carnaval escrevi um livro infanto-juvenil sobre o bullying do consumismo. Foi minha amiga Elsa quem sugeriu. Psicóloga, ela trabalha com crianças e adolescentes e comentou o quanto sofrem pais e filhos atualmente com as tentações da mídia.  

O ser humano deixou de andar nu como os índios e passou a ser escravo de si mesmo, numa busca interminável pelo topo de uma imaginária montanha da felicidade vinculada ao status material. Se nós, adultos, nos deixamos sucumbir pela tentação, o que podem fazer as crianças? Considerando que os pequenos não entendem o mecanismo das campanhas publicitárias, como explicar?  Eles não sabem que o cantor preferido muitas vezes nem conhece a fábrica que produz o brinquedo que leva seu nome. Apresentadoras de TV sabem cantar e dançar, mas não sabem como se costura uma roupa ou monta-se um laptop. Precisamos passar às crianças a desvinculação da etiqueta do produto.  Mostrar que ela pode usar um computador sem foto de artista, mas não pode usar a foto do artista sozinha.

 Você pode vestir uma blusa se cortar a etiqueta, mas não pode se vestir somente com etiquetas. No livro, conto o caso de uma bolsa que é feita pela tia de uma criança e custa quatro vezes mais quando ela entrega para a fábrica que só costura a etiqueta com a marca famosa. 

Obviamente temos a questão da qualidade, algumas marcas são vinculadas ao desenvolvimento tecnológico, design e qualidade do produto. Mas cada vez mais essa realidade está mudando. A linha B das montadoras de eletrodomésticos, por exemplo, oferece o mesmo motor, o mesmo formato e só mudam a porta ou painel e o preço cai consideravelmente. 

Tem sido grande a repercussão da campanha de uma cerveja popular por uma cantora que é extremamente “certinha”. Brincadeiras como “Ela é devassa, usa esmalte diferente nos pés e nas mãos” comprovam que o sucesso da campanha foi atingido. Falem mal, mas falem de mim. A cantora já havia dito que não bebe cerveja. Agora ela vende cerveja. Segundo ela, fez uma pesquisa e o produto é realmente bom. Claro, ninguém vai associar sua imagem a um produto péssimo. Mas ninguém vai recusar um cachê milionário se o produto não for excelente. Assim, a concorrência é prejudicada. Quantos bons produtos não podem pagar um cachê desse nível? Enquanto isso, os pais deixam a televisão de babá e não verificam o que o filho assiste. Alguns se sacrificam para dar um tênis que vai para o lixo antes de terminar de pagá-lo. Nas escolas, as crianças destilam o veneno próprio da infância. Quem assistiu ao filme “A Fita Branca”, vai se lembrar das crianças que mentiam, culpavam a outra quando eram pegas, chegavam a machucar os menores e houve até morte. Em outro filme recente, o menino mata a menina porque queria ficar com seu animalzinho de estimação.  Claro que nem todas as crianças são assim cruéis, mas a verdade é que muitas não pensam duas vezes em praticar bullying. Risadas e apelidos são comuns nas escolas. 

As crianças acreditam que precisam adquirir certos produtos para serem respeitadas. A necessidade de inferiorizar o outro é uma busca doentia por sentir-se especial. Essa cultura contemporânea de medir o que somos pelo que temos tem que ser reavaliada. Tem que começar em casa. 

Não adianta falar para o nosso filho não criticar o que os amigos usam, se nós reparamos e valorizamos com comentários do tipo: “Você viu o relógio dele”?”“ Você viu o carro dela?”Ou nos referimos a objetos pelas marcas em vez de usarmos substantivos. Criança escuta, incorpora e transfere. 

Para nossos pequenos serem mais humanizados e menos materialistas, precisamos dar o exemplo. Cada um sabe de suas posses. Ter mais poder de consumo que o vizinho não significa ser melhor pessoa que ele. Os olhos precisam ser educados para enxergar o que realmente importa e que não tem etiqueta.

Como o vento e o perfume das flores.

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Comentários:

Anônimo disse...
Amiga!
Que bacana!
Se vc autorizar, quero colocar no blog paulista.
Bj,
Regina

terça-feira, março 22, 2011 4:27:00 PM
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 Anônimo disse...
Te admiro muito

terça-feira, março 22, 2011 4:28:00 PM
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 Anônimo disse...
Oi Simone, como de costume, uma reflexão para lá de pertinente!!!!!
Bj
Déborah

terça-feira, março 22, 2011 4:32:00 PM
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 Anônimo disse...
Grande texto, querida amiga.
Se vc me permitir, gostaria de postá-lo em um de meus blogs, com os devidos créditos, é claro.
Aguardo sua resposta.
Abraços
Roque

terça-feira, março 22, 2011 4:32:00 PM
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 Anônimo disse...
Muito bom! valeu!


Salete

terça-feira, março 22, 2011 4:32:00 PM
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 Anônimo disse...
Si, você está craque em críticas.Assunto, composição, explanação. Texto limpo. Dá prazer de lê-lo e ainda provoca reflexão. Amei!
Beijo
Repassando...

Rosana

terça-feira, março 22, 2011 4:33:00 PM
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 Anônimo disse...
Parabéns, adorei!
Te desejo um lindo fim de dia...Gabyz

terça-feira, março 22, 2011 4:33:00 PM
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 Anônimo disse...
Texto educativo bem feliz!
Bem escrito, com sequencia e lógica.

quarta-feira, março 23, 2011 7:33:00 AM
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 Anônimo disse...
Ops! Adorei a crônica

quarta-feira, março 23, 2011 7:34:00 AM
 Anônimo disse...
Muito bacana, Simone! Show!
Alex

quarta-feira, março 23, 2011 7:34:00 AM
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 Anônimo disse...
Ótimo texto! Um retrato perfeito do que acontece.
Abraços Carolina

quarta-feira, março 23, 2011 8:02:00 AM
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 Anônimo disse...
Oi querida, hoje é que tive tempo para ler, saboreando, este seu texto; gostei muito. Parabéns!
abç
Domitilla

sexta-feira, março 25, 2011 7:14:00 AM

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Viajando no passado

Eu estava voltando para casa outro dia, ouvindo um CD com uma coletânea de músicas dos anos oitenta. Distraída, eu me deixei levar pelo som em um tobogã de rápidas lembranças. A música tem esse poder. É uma prece que nos coloca em contato com o celestial, levitando nosso corpo e permitindo que nossa alma liberte-se das terrenas preocupações. Eu gostava muito daquela música, mas foi somente agora que percebi o solo de violinos. Eu que amo violinos, os ignorava quando mais jovem. A infância é assim, nunca estamos em silêncio. Envelhecer tem suas vantagens. 

Naquela época, as crianças andavam soltas pelas ruas, encontrando-se após as aulas para brincar ou fazer trabalhos escolares. As maioria das mães não trabalhava fora, então o café da tarde era normalmente com bolinhos de chuva ou bolo de chocolate, feitos na hora. A educação da criança era quase tribal: aprendíamos umas com as mães das outras. Na saída, uma mãe costumava dizer: “Não toque a campainha insistentemente, apenas uma vez e aguardem!”. A outra, mais preocupada: “Nunca conversem com estranhos”. Os avôs nos contavam estórias enquanto nos deliciávamos com o cheiro de café com leite e pão quente – caseiro, claro - com manteiga.

Havia também a casa dos avós, muitas vezes no mesmo quintal. Alguns que haviam partido, outros que moravam com os filhos, mas o lar permanecia ali, um museu de móveis antigos e cristaleiras de diamantes. Na casa de algumas amigas, estudávamos nessas casas desabitadas, desde que prometêssemos não mexer em nada. E não mexíamos! O passado assoviava em nossos ouvidos que aquele templo merecia respeito.
Quando não bastava consultar na Enciclopédia Barsa, íamos à biblioteca emprestar livros, fazíamos cópias e passávamos a tarde elaborando alguma tarefa. Uma de minhas amigas, a Sonia, a mais habilidosa de todas, desenhava muito bem. Lembro-me de um Padre Anchieta que ela pintou na capa de veludo preto, belíssimo. Não havia obviamente internet, “copiar e colar” como hoje. A criatividade, o trabalho em grupo, o aprendizado com as diferentes famílias nos tornava pessoas emocionalmente mais maduras.

Eu sempre fui péssima em artes, mas adorava estudar. Outra amiga gostava muito de desenhar, ela fazia meus mapas e eu corrigia a lição dela de matemática. Isso foi antes do ensino médio, quando eu ainda entendia a matéria. Depois, deixou de ser algo que eu dominasse e até hoje me perco em álgebra e equações de diversos graus. Tínhamos uma professora japonesa – quem nunca teve um professor ou professora oriental? – que “deixava” todos os alunos de recuperação de inglês. O inesquecível nome dela era Tieko, uma senhora franzina e delicada de meia idade, mas para nós – alunos-, era como se um dinossauro entrasse na classe quando a víamos, de puro medo. Tudo besteira, ela gostava de disciplina, mas era carinhosa com os alunos. Eu gostava de idiomas e era sua assistente nas épocas de recuperação.

Nós alunos nos ajudávamos, não podíamos pagar professor particular. Havia interesse em passar de ano e respeito, muito respeito pelos professores. A diretora da escola era a figura máxima de autoridade. Ser convidado a conversar com ela era sinal de problemas muito sérios. Hoje, as crianças não respeitam nem os pais, que passam pouco tempo com elas e muitas vezes não sabem como foi o seu dia, se tinham trabalhos escolares, se comeram bolo no café da tarde ou se choraram a tarde toda porque brigaram com um coleguinha. Os pobres professores são atacados verbalmente – quando não fisicamente – e os pais quando chamados os protegem e procuram culpados outros.

Pensando nisso, Deus fez o domingo para pais e filhos se confraternizarem e resgatarem um pouco desse contato cotidiano que hoje não é mais possível. E para que nós, adultos, saibamos a importância da infância, Ele fez a música, que tem o poder de nos transportar no tempo num piscar de olhos, desconectando-nos de nossas preocupações e permitindo que reflitamos sobre o que desejamos para os nossos pequenos.


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Comentários:


Anônimo disse...
Oi, Simone querida!
Postei sua matéria no meu blog particular. Ri bastante, lembrando de uma professora de matemática, Japonesa, puquuena e magra, era nosso terror. Havia alunas que tinham dor de estômago qdo ela entrava na sala. Teve um ano que ela deixou todas as alunas de "segunda -epoca", não havia recuperação. Nem sei como consegui passar de ano! Enfim, tudo passa. Ficam as lembranças pra quem, como nós tem boa memória, não é?
Bj e obrigada,
Regina

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Regina Sormani
coordenadora regional AEILIJ SP

domingo, fevereiro 27, 2011 10:40:00 AM
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 Anônimo disse...
Parabéns e para ficar no clima: Nota 100, com louvor.
Ico

segunda-feira, fevereiro 28, 2011 4:49:00 PM
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 Anônimo disse...
Bela transposição para a nossa memória de hoje, daqueles tempos maravilhosos que tão bem você colocou nessa crônica,

Meus parabéns e obrigado, por fazer recordar daqueles momentos tão inocentes de nossa época de juventude.

Abraços extensicos à sua família.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011 4:50:00 PM
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 Anônimo disse...
SI,MEU AMOR!!!!!
TÔ COM SAUDADE DE VC,NÊGA....
SUAS HISTÓRIAS SEMPRE TÃO GOSTOSAS,ESSA ME FEZ VOLTAR LÁ PRO SESI,E PRO ANA PAES...
TEMPOS LINDOS(NÃO QUE O TEMPO PRESENTE NÃO SEJA LINDO,COM NOSSAS CRIAS,NOSSAS DESCOBERTAS DE VIOLINOS NO ARRANJO TÃO OUVIDO,MAS AQUELES TEMPOS,MEU DEUS...)
É SEMPRE UM PRAZER LÊ-LA,SI.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011 9:27:00 PM
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 Sonia Sambra disse...
Si...lembro-me desse Padre Anchieta...rsrs... lembro até que esse nosso trabalho ficou exposto. Nossa que orgulho né??... Eu tenho alguns desenhos aqui em casa qdo fiz um curso em 92, 93... depois disso não desenhei mais. Mas... é incrível vc resgatar essas memórias. O tempo inesquecível...rsrs

quinta-feira, junho 23, 2011 5:22:00 PM